LUTA ANTIMANICOMIAL ALERTA POPULAÇÃO

 

28/05/2018

A intervenção urbana, organizada pelo CAPS I (Centro de Atenção Psicossocial I ) e pelo CAPS- AD III (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) chamou a atenção dos moradores e comerciantes de Marmeleiro. Durante a manhã da última quinta-feira, 24, usuários dos CAPSs fizeram uma blitz educativa, no prolongamento da Av. Macali, sobre a Luta Antimanicomial. Também interagiram construindo origamis e pompons, e em seguida pendurando em uma árvore. Quem passava pelo local teve a oportunidade de produzir o artesanato e interagir com a equipe e os usuários dos CAPSs.

Durante a semana também foram realizadas atividades internas no CAPS, com demonstrações dos trabalhos dos usuários além de uma apresentação teatral para alunos de escolas do município, encenando como era o hospital psiquiátrico, ilustrando com fotos e dramatizações  de como tratavam os pacientes para  que as pessoas se sensibilizem cada vez mais com o assunto.

O Dia “D” da Luta Antimanicomial é realizada no Dia 18 de Maio mas, por conta da chuva a data foi transferida para 24 de maio. O movimento iniciou em meados de 1970. Na década de 80, quando começou a Reforma Psiquiátrica, profissionais e várias pessoas envolvidas com a saúde mental, que consideravam desumano o que faziam em hospitais psiquiátricos e manicômios iniciaram o movimento. A data comemora o fechamento gradual dos hospitais psiquiátricos e onde se abre novas portas na rede psiquiátrica de serviços de portas abertas como os CAPSs.

A coordenadora do CAPS AD III, Luciane Belini, reforça a intenção de que “nesses serviços buscamos um atendimento holístico com um trabalho terapêutico, não só tratando a questão do transtorno, da doença em si mas, tratar o ser humano com integridade, de uma forma que ele se sinta valorizado, porque ninguém pede para te rum transtorno”.

Na redes sociais a Luta Antimanicomial  ganha força e as pessoas são convidadas a compartilharem dizendo qual é a sua loucura, usando #qualesualoucura! e # lutaantimanicomial!

A coordenadora de saúde mental do município de Marmeleiro, Kelin Forgiarini considerou que as ações são de grande relevância porque a Luta Antimanicomial é um Marco para a Saúde mental, além de modificar as modalidades de atendimentos que existiam no passado, também é um meio de repensar práticas atuais que visem e priorizem cada vez mais os direitos dos doentes mentais  e vamos amenizando o estigma, que culturalmente se construiu diante da doença mental ao longo dos anos, e possibilitando um acolhimento social maior”.

O Giovani é paciente do CAPS AD III há 40 dias e participou da ação. Para ele, o jeito que as pessoas são tratadas e medicadas já evoluiu bastante mas,  muitas pessoas não tem ideia de como os pacientes eram tratados dentro de um manicômio. “Acredito que muitas pessoas não tenham conhecimento, só discriminação e precisamos muito do apoio da família”, e continua com um apelo emocionado. “Muitos costumam abandonar o doente. Tiram um peso de dentro de casa e jogam em um canto nos manicômios e esquecem que o trabalho tem de começar por casa, pelos familiares e deixam apenas nas mãos das clínicas”, finaliza.

A Ana Paula que é usuária do CAPS há 5 anos, conta que  se sente muito bem com o serviço porque nos tratam como uma família. “Eu me sinto bem mostrando para as pessoas que  lá dentro, a gente não e um bando de loucos . Agente está com um problema mental  mas podemos fazer  coisas como qualquer pessoa. Todo o dia a gente tá lutando e graças a Deus, ali a gente se torna amigo e somos uma família no CAPS”, comentou Ana Paula.



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